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UFMT | Projeto produz vídeo educativo sobre a doença de Alzheimer

Iniciativa visa promover cuidados não farmacológicos


Por Gabriel Barros*

Fonte Portal UFMT


Projeto de extensão da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) produz vídeo educativo com informações sobre a doença de Alzheimer e formas humanizadas de tratamento. O objetivo dos acadêmicos é promover ações de educação em saúde que possibilitem a identificação precoce dos sinais e sintomas sugestivos, além de cuidados não farmacológicos aos idosos.


O vídeo explica as fases existentes da doença, os efeitos sociais e físicos nos pacientes, a importância de humanizar o cuidado e como este processo pode ser feito por familiares, profissionais de saúde e cuidadores.


“A doença de Alzheimer não tem nenhuma cura comprovadamente conhecida, nem ações preventivas comprovadas cientificamente. Neste sentido, a utilização de tratamentos não farmacológicos é eficiente para a uma melhora na qualidade de vida tanto dos pacientes quanto dos cuidadores e familiares, porque utiliza técnicas de reabilitação cognitiva e neuropsicológica”, explica o coordenador do projeto e professor da Faculdade de Medicina (FD), Neudson Johnson Martinho.


Além do vídeo, no momento está sendo feita a capacitação dos estudantes que integram o grupo de extensão, visando ensinar sobre como identificar as patologias da doença, condutas de cuidado e como realizar testes de rastreio cognitivo. Após o período de isolamento físico provocado pela pandemia de Covid-19, os acadêmicos realizarão ações no Lar São Vicente de Paulo para Idosos, em Várzea Grande, que incluem o Mini-Exame do Estado Mental, o teste do Desenho do Relógio e a identificação da perda progressiva de executar as atividades diárias. O projeto objetiva ainda promover ciclos de debates com familiares e funcionários do lar para idosos quanto aos cuidados inerentes a doença, maneiras de identificação dos sintomas e orientações sobre como fazer os encaminhamentos clínicos para tratamentos com especialistas na área.


“A partir da apropriação dos saberes, o nível de estresse no cuidado prestados aos idosos com Alzheimer diminui, porque os envolvidos irão entender os estágios de desenvolvimento da doença, como agir em cada uma dessas fases e, quando for necessário, saber direcionar a um profissional especialista”, destaca o coordenador.


Para o docente, além da educação em saúde com os envolvidos e os testes de rastreamento cognitivo nos idosos, o projeto possibilita aos estudantes de medicina a compreensão da importância do cuidado humanizado, que vai além da prescrição medicamentosa e da intervenção médica. “Os acadêmicos podem aprender sobre o trabalho em equipe na área de saúde e reconhecer os saberes de outros profissionais importantes em todo o processo”, finaliza.


*Estagiário, com supervisão da Gerência de Imprensa