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UFMT | Exposição artística traz queimadas como tema principal

Atenção A Tensão é primeira de Caio Ribeiro e Henrique Santian


Fonte Portal UFMT (Gerência de Imprensa)

Foto: Henrique Santian

Com apoio da Coordenação de Cultura e Vivência, vinculada à Pró-reitoria de Cultura, Extensão e Vivência (Procev) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Caio Ribeiro e Henrique Santian lançam na segunda-feira (07), sua primeira exposição em conjunto. "Atenção A Tensão" é fruto da imersão pelas queimadas de Mato Grosso e conta com uma série de imagens inéditas construídas nas queimadas de MT e um vídeo-arte produzido pelos artistas. A exposição estará disponível em ambiente virtual a partir das 19h07 (horário local) e seu lançamento será realizado nas redes sociais.


Os artistas começaram a desenvolver o trabalho ainda em 2019, quando Santian convidou Caio Ribeiro para construir um poema visual sobre uma série de imagens que ele pretendia lançar. “Quando ele [Santian] me chamou pra escrever um poema visual sobre umas imagens que tinha me enviado, fiquei encantado! As imagens eram muito fortes” conta Caio Ribeiro, ao revelar que as primeiras imagens recebidas eram compostas por uma técnica de sobreposição, que unia imagens de guerreiros do Xingu com as queimadas no cerrado.


A partir disto, os artistas começaram a trabalhar em cima da criação de uma poética que mostrasse a potência destrutiva deste fogo, mas utilizassem os saberes do Xingu para reinterpretar este momento “O povo do Xingu é muito sábio. Eles querem viver em um mundo onde não há destruição. O fogo para eles é um ciclo natural, é uma fonte de poder. Mas do jeito que está acontecendo, está sem controle, está matando”, comenta Henrique Santian, que esteve no Xingu fotografando os rituais indígenas xinguanos.


"Atenção A Tensão" estava prevista para estrear no começo do ano no Museu de Imagem e Som de Cuiabá (MISC), mas, devido à pandemia, a exposição foi traduzida para o mundo virtual.Os artistas contam que havia ainda uma parceria com o Museu do Índio do RJ e um grande acervo de arte indígena do Centro Cultural Ikuyapá, mas que tudo foi reinterpretado para o ambiente virtual. “Quando a pandemia começou, foi exatamente na semana que íamos abrir a exposição. Já estava com quase tudo pronto. Pensamos muito e decidimos migrar tudo para o ambiente virtual. Muita coisa fica de fora, mas muita coisa nova aparece”, comenta Caio Ribeiro, que está construindo o design do site em que será hospedado a plataforma.


O interesse pelas queimadas é algo que acompanha Henrique Santian há muito tempo. Ele conta que é voluntário do Parque Nacional e já cobriu diversas ações do ICMBio contra os incêndios. “Este fogo é um fascínio. Para a exposição, criamos imagens muito poéticas, seres do cerrado em chamas e cinzas. São figuras de uma nova mitologia surgindo”, aponta.


O site só poderá ser acessado no momento do lançamento. A programação ainda conta com uma programação de bate-papo comentando sobre as experiências de produção e da criação das poéticas.