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UFG integra classificação mundial da Quacquarelli Symonds 2022

Instituição de ensino superior é a 26º colocada no ranking das universidades brasileiras


Por Augusto Araújo e Salvio Farias

Fonte Secom UFG


A Universidade Federal de Goiás (UFG) apareceu pela primeira vez no ranking da QS Quacquarelli Symonds, empresa internacional de análise do ensino superior, divulgado na terça-feira (8/6). O levantamento QS World University Rankings 2022 leva em consideração diferentes critérios de qualidade, dentre eles a percepção da comunidade acadêmica e universitária a respeito da instituição, citação por pesquisador e internacionalização da instituição (proporção de alunos e professores estrangeiros).


O ranking da QS traz a avaliação de 1,3 mil instituições de ensino superior ao redor do mundo e é visto como um certificado de qualificação internacional. Vinte e sete instituições de ensino brasileiras compõem o levantamento e cinco figuram como novidades no ranking - estando a UFG incluída nessa lista de novidades. Sendo assim, o Brasil se torna o País com o maior número de representantes na avaliação.


O secretário de Planejamento, Avaliação e Informações Institucionais (Secplan) da UFG, Vicente Rocha, celebra o ranqueamento da UFG no levantamento da QS e explica o que levou a este reconhecimento. “O indicador mais relevante da UFG foi o de citações por pesquisador, o que colocou a UFG entre as 601 melhores universidades do mundo neste indicador. É importante destacar também que a reputação internacional da Instituição a colocou entre as 501 melhores universidades do mundo”. Na classificação geral a UFG está na faixa 1.201+ do QS World University Rankings 2022.


Apesar do veredicto positivo, Vicente destaca pontos que ainda podem ser melhorados na UFG para atingir lugares mais altos no ranking. “UFG apresenta uma relação entre funcionários por aluno (5.7) muito inferior à média mundial (10.8), o que mostra que nossa Universidade consegue entregar muito mais por servidor da instituição”.


Fatores externos


Dentre os fatores externos que interferem no desenvolvimento do ensino superior nacional, a questão dos cortes de verba nas universidades federais foi apontada como um dos limitadores para o crescimento das instituições superiores de ensino no País. “[Os cortes] Impactam diretamente nos investimentos em pesquisa e em indicadores como a relação alunos por professores e técnicos. As universidades têm um grande déficit de técnicos administrativos como demonstrado pelo próprio ranking. O corte também impacta as parcerias internacionais dos pesquisadores brasileiros, já que quanto menos parcerias menos publicações em redes de instituições”.


O reitor da UFG e presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Edward Madureira, comentou em entrevista à TV Sagres o avanço das instituições públicas de ensino superior, mesmo com uma campanha de desvalorização e descredibilização promovida por segmentos do governo e parte da sociedade.


“Mesmo com todo o ataque e cortes orçamentários, essas universidades só avançam. Nós não temos como objetivo colocar uma única universidade no topo do ranking. O que faz diferença para o Brasil é ter o maior número de universidades no ranking. Isso mostra a qualidade do ensino federal brasileiro. A gente precisa desenvolver o país, ter universidades boas espalhadas pelo país”, concluiu Edward.


Internacionalização da UFG


Além do ranking da QS, a UFG está em outros levantamentos internacionais considerados de grande influência. São eles: THE - World University Rankings (posição 1001+); THE Latin America University Rankings (posição 42 na AL); e a Shanghai Academic Ranking of World Universities (posição 801-900).


Vicente Rocha explica que a Universidade Federal de Goiás adota diferentes estratégias para internacionalizar sua marca. Dentre elas está a resposta a todas as pesquisas dos rankings internacionais, já que grande parte dos dados são fornecidos pela própria Universidade, divulgando mais seus índices sobre o ensino, a pesquisa e a inovação.


O secretário de Planejamento, Avaliação e Informações Institucionais da UFG ainda afirmou que a atração de professores e estudantes de outros países está nos planos, para melhorar ainda mais a qualidade da instituição de ensino superior e conseguir subir mais posições nos rankings internacionais.


O titular da Secretaria de Relações Internacionais (SRI) da UFG, Francisco Quaresma, explicou que a UFG tem se destacado internacionalmente devido a sua participação em diversos projetos com instituições de outros países. “Desde 2019, a UFG tem marcado presença no evento da NAFSA, nos Estados Unidos, que é a maior feira internacional naquele país, da qual participam instituições de ensino superior do mundo inteiro. Por meio dessa participação, foi possível aumentar parcerias com universidades em todas as partes do mundo”.


A UFG também participa da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), da Associação Universidades Grupo Montevidéu (AUGM), da Agência das Universidades Francófonas (AUF), do Grupo Coimbra de Universidades Brasileiras, da Associação Brasileira de Educação Internacional (Faubai), do Grupo Tordesilhas, do Arcu-Sul e recentemente nos tornamos membros da Obreal, que engloba universidades da América Latina e do Caribe. “Nossa participação nessas universidades têm também ampliado a visibilidade da UFG no escopo mundial”, concluiu Francisco.

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