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Fábrica promete ajudar pesquisadores a superarem o “vale da morte” | Unesp

Atualizado: Jun 12

Estrutura a ser construída no câmpus de Botucatu deve facilitar que projetos de fármacos alcancem o mercado

Na imagem acima, projeto da nova fábrica que será construída no câmpus de Botucatu da Unesp (Foto: Reprodução)

Fonte Portal Unesp


Uma fábrica que será construída no câmpus de Botucatu da Unesp promete ajudar as pesquisas a saírem da bancada do laboratório e alcançarem o mercado, superando uma etapa crítica do processo conhecida como “vale da morte”. A fábrica de medicamentos para ensaios clínicos será instalada no Centro de Estudos de Veneno de Animais Peçonhentos (Cevap) com recursos do Ministério da Saúde.


O vale da morte é uma etapa em que grande parte dos projetos de pesquisa científica morre antes de alcançar o mercado. De forma geral, ele surge depois que o pesquisador descobriu, fez a identificação e concluiu a caracterização da molécula de interesse. Embora esse cientista muitas vezes conte com apoio de agências de inovação para se aproximar do setor privado, existe pouco interesse da indústria farmacêutica na produção do fármaco para o passo seguinte, que é o desenvolvimento do produto e a produção do fármaco para ensaios clínicos.


“O Vale da Morte é um problema mundial que vem sendo levantado já há alguns anos pelas principais revistas científicas como um grande gargalo que existe na produção de medicamentos”, afirma o professor Benedito Barraviera, do Cevap.


A ideia é que passem pela fábrica-escola alunos de doutorado e pós-doutorandos que desenvolvam seus projetos de pesquisa, registrem a molécula de interesse e tenham o interesse de se tornarem microempresários para criarem startups que vão atuar justamente nesta lacuna da produção de medicamentos para os ensaios clínicos.


Segundo o professor Rui Seabra, também ligado ao Cevap, esse mercado de empresas de desenvolvimento e fabricação mediante contrato (CDMO) é extremamente competitivo e necessário em todo o mundo. “Nós vemos a importância cada vez maior de estruturas como essa no país agora na pandemia, quando o Brasil tem que importar as IFAs (Ingrediente Farmacêutico Ativo) das vacinas para fazer a fabricação própria no país”, explica.

A forma de funcionamento e a colaboração que a fábrica irá trazer à pesquisa do país são discutidos na reportagem abaixo, feita pela TV Unesp:




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