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Década dos Oceanos. O que tu sabes sobre eles? | Ufra

Pacífico, Atlântico, Índico, Ártico, e Antártico. No dia 8 de Junho foi comemorado o Dia Mundial dos Oceanos e, em 2021 a data se mostra ainda mais importante pelo início da década das Nações Unidas da Ciência dos Oceanos para o Desenvolvimento Sustentável, ação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). A iniciativa da Organização visa buscar soluções coletivas e inovadoras para a preservação do ecossistema marinho.

Por Andréia Santana, estagiária de jornalismo, Ascom Ufra

Fonte Portal Ufra


Mas, para além de imensas áreas de água salgada, o que mais tu sabes sobre eles?

“Quando a maioria das pessoas pensa nos oceanos, pensa em grandes peixes, como os tubarões; ou mamíferos, como as baleias. Mas os oceanos estão habitados por inúmeros organismos que incluem desde vírus, bactérias, fungos e protozoários, até os grupos mais conhecidos de plantas e animais. Os oceanos, dentro da complexidade dos seus ecossistemas, possuem uma biodiversidade abundante, com ambientes ainda inexplorados e dos quais ainda temos muito para conhecer”, diz a bióloga Marinha Xiomara Díaz, professora da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), campus Belém.

Segundo a Professora, praticamente 70% do Planeta está coberto por água, e 68% são os Oceanos, que não são apenas água salgada, mas sim grande parte do sistema respiratório do Planeta e reguladores do clima, devido o espaço que ocupam. "Também porque a água é a substância com o maior calor específico, assim eles reduzem as diferenças de temperatura da Terra e criam um ambiente propício para a vida em toda a superfície terrestre. O fitoplâncton, pequenos organismos fotossintetizantes que flutuam nos oceanos, produzem 50% do oxigênio que respiramos. Os oceanos estão habitados desde a superfície até o fundo por milhares de organismos, contribuindo para a grande diversidade do nosso planeta”, explica.

Segundo a pesquisadora, os rios Amazônicos também têm forte influência nos Oceanos. Isso por conta do volume e força dos rios. "Principalmente na época de menor pluviosidade na região e maior intensidade dos ventos, acontece a chamada retroflexão da corrente norte do Brasil, mudando o deslocamento da corrente em direção ao oceano e gerando uma área rica de nutrientes e alta produtividade na plataforma continental amazônica", diz.


Além disso, assim como os rios amazônicos, os Oceanos são considerados fonte de recursos pesqueiros, e são uma das principais fontes de alimento para o homem. Nas regiões litorais pelo mundo, estão os principais assentamentos humanos, o que torna essas regiões muito importantes de lazer e habitação. Segundo a UNESCO, cerca de 3 bilhões de pessoas dependem diretamente da biodiversidade marinha e costeira para a sobrevivência. Mesmo com tamanha importância biológica, esses gigantes já vem sentindo os efeitos causados pelo aquecimento global, como a a poluição e branqueamento de corais, uma amostra do declínio dos ecossistemas marinhos.

“A atividade humana exerce um forte impacto sobre os oceanos. Muitas atividades afetam os ecossistemas marinhos, mas as mais críticas são as relacionadas com poluição e a sobrepesca. Os oceanos são incrivelmente resilientes, mas há um limite. Ecossistemas sensíveis como recifes de coral, bancos de algas marinhas e manguezais, atualmente estão muito ameaçados pelas nossas atividades. Falta desenvolver uma cultura oceânica com bases fortes que envolva toda a população. É importante também que os nossos governantes entendam que estabelecer normas para a proteção dos ecossistemas não são entraves para o desenvolvimento e sim necessidades para a sustentabilidade”, diz a professora. De acordo com a UNESCO, cerca de 300 milhões de pessoas podem estar ameaçadas pela elevação do nível do mar devido à mudança climática.

Para a pesquisadora, a Década dos Oceanos é uma oportunidade para encontrar formas de preservação. “É uma oportunidade maravilhosa para juntar as forças e promover atividades que aprimorem a disponibilidade de informação e fortaleçam a gestão sustentável do oceano. Acredito que o maior desafio é juntar a comunidade científica, com os atores políticos e a comunidade geral para trabalhar juntos, estabelecendo metas viáveis para estes 10 anos que melhorem a nossa relação com os oceanos”, diz.

Para saber mais sobre a década dos Oceanos e como participar de ações, basta acessar o site da UNESCO Brasil (https://brasil.un.org/pt-br) e o site oficial da Década dos Oceanos (https://www.oceandecade.org/) que está em Inglês.

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