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Alunos da Midialogia desenvolvem jogos sobre Covid-19

Conjunto de jogos eletrônicos Covideogames é voltado ao público infanto-juvenil e oferece informações e desafios relacionados à prevenção da doença


Texto Laís Souza Toledo Pereira* | Labjor-Unicamp

Fotos Divulgação Genecine

Fonte Portal Unicamp




Com o objetivo de conscientizar, principalmente, crianças e adolescentes sobre as necessidades de isolamento físico, de uso de máscaras e de higiene das mãos para a prevenção da Covid-19, alunos da Unicamp criaram os “Covideogames” – jogos baseados em situações cotidianas enfrentadas na pandemia. O projeto, coordenado pelo professor e pesquisador Alfredo Suppia, está sendo desenvolvido por quatro estudantes do curso de graduação em Comunicação Social – Midialogia: Erick Manaroulas, Guilherme Vian, Klebert Palucci e Tomás Xavier. O lançamento dos primeiros jogos acontecerá entre os dias 16 e 25 de outubro, durante a 11a. Unimídia, um evento anual organizado pelos alunos do curso. Após o lançamento, os jogos serão disponibilizados gratuitamente em uma página da internet, que poderá ser acessada por meio de computadores ou celulares.


A dinâmica dos jogos e as informações que eles fornecem são baseadas em fontes como a OMS (Organização Mundial da Saúde), a BBC e o El País. Com uma estética “retrô” e com características do gênero ou estilo “arcade” – como a presença de pontuação e de fases com ambientes diferentes –, os “Covideogames” apresentam comandos simples e proporcionam desafios semelhantes àqueles enfrentados no dia-a-dia com a pandemia de Covid-19. Na versão beta dos primeiros jogos, por exemplo, o personagem controlado pelos jogadores deve colocar máscara nos outros personagens, dispersar aglomerações e encaminhar os infectados para o hospital, sempre lavando as mãos entre cada ação.

Os jogos serão disponibilizados gratuitamente em uma página da internet, que poderá ser acessada por meio de computadores ou celulares


Os “Covideogames” são vinculados ao Grupo de Estudos sobre Gêneros Cinematográficos e Audiovisuais, Genecine. Eles fazem parte das atividades de uma das cinco linhas de pesquisa desse grupo, chamada “Gamecine – artes cinemáticas e videogames”, composta pelos quatro estudantes que estão criando os “Covideogames” e com coordenação do professor Alfredo Suppia. Nessa linha de pesquisa, já vinha sendo desenvolvido um projeto de “gamificação”, voltado para a adaptação de filmes brasileiros para o formato de jogos eletrônicos. Com a eclosão da pandemia, durante uma reunião virtual, o professor Alfredo Suppia propôs ao grupo do Gamecine a criação de jogos sobre a prevenção de Covid-19, e assim nasceu a ideia dos “Covideogames”.


Para a produção dos jogos, é colocado em prática um sistema de aprendizado baseado em solução de problemas. Nesse sistema, na maioria das vezes, são os próprios alunos que descobrem respostas ou soluções: “Por vezes eu ajo um pouco como Abelardo Barbosa, nosso saudoso Chacrinha, que dizia que ‘não estava aqui para explicar, mas sim para confundir’. Eu não sou tão competente quanto o Chacrinha como ‘filósofo’, menos ainda como comunicador. Mas tento, na medida do possível, manter os alunos instigados, desafiados”, comenta Suppia.


Um dos estudantes do grupo, Erick Manaroulas, considera que o processo de produção dos jogos tem sido desafiador, mas motivante. "Muitas dificuldades aparecem, tanto na parte criativa quanto na tecnológica, considerando que estamos aprendendo coletivamente questões de programação, game design e metodologias de trabalho em equipe”, comenta. O grupo vem aperfeiçoando sistematicamente a jogabilidade dos “Covideogames”. Já foi criada uma versão alfa, de testes, do primeiro jogo, e foi aplicado um questionário sobre a interação dos jogadores com o sistema dessa versão. A partir dos retornos, são propostas soluções para as questões apontadas pelos usuários.


Segundo Alfredo Suppia, há interesse do grupo em monitorar a recepção dos jogos entre o público infanto-juvenil. Ele pretende estabelecer parcerias com escolas públicas de Ensino Fundamental ou Médio que queiram aplicar os jogos como material didático em aula. A partir dessa experiência, será medida a satisfação dos alunos-usuários e o quanto eles puderam aprender sobre a prevenção da Covid-19 por meio dos jogos. Professores ou escolas, que correspondam ao perfil indicado e que tenham interesse em estabelecer essa parceria, podem entrar em contato com o grupo por e-mail.


* Laís Souza Toledo Pereira é graduada em Letras e cursa pós-graduação no Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Unicamp

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